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De canto cair...
você torna-se forte o bastante para derrubar.


insects deceived by a nonexistent hope
♦ Não tem mais graça. Eu vejo, você vê, todos veem. Existe sol? Sim, mas onde está a sua cor? Não sei se isso é ou não um sol, desculpe-me a ousadia nas palavras. Dá pra ver lá no horizonte? Ah, não, não dá, porque as mentiras encobre-me de ver o real, e por isso escuto choros, e ruídos. Vão nos matar, vão nos levar para um lugar distante. Quanta paranoia, não? Estou errado? Ué, sou o único que vejo aberrações derivadas de sonhos frustrados? Não, não sou, e como eu disse… todos sabem. Tornamo-nos aberrações derivadas de sonhos indesejáveis, de promessas ilusórias que nós mesmos nos prometemos, e nós mesmo nos decepcionamos. E ai aprendemos alguma coisa. Não quer se dar mal? Então não queria viver. Não queira mostrar que você pode dominar seus sonhos, porque sua mente é mais complexa que você, é maior que você, é superior, e isso você não percebe de um dia pro outro, sabe porque? Por que você está acostumada com sua doçura estonteante.

Você tem sonhos, que bonito, né?
─ Sim, são.
E certamente tende realizá-los, certo?
─ Sim, claro.
Desista. Desista.
─ Ahn? Como assim? Por que?
Não vale a pena lutar pelo que não se pode ter.

♦ Quando o sol acena, bate em mim. Diz valer a pena ser assim. Que no fundo é simples ser feliz. Difícil é ser tão simples. Difícil é ser tão simples. Difícil mesmo é… ser. Pensamos que somos espermatozoides criadores de vidas, quando na verdade não passamos de lactobacilos vomitados, que se entrelaçam ao que não presta, ao sem utilidade. Sonhamos tão alto que sobressaímos de nós mesmos e adentramos ao mundo do faz de conta, mas existe justiça, sabia? Tudo que é ruim não presta pra viver, e por isso consequentemente vem a morrer, a perambular no nada. Mas pra falar a verdade isso já fazemos, já somos, ué, já estamos mortos dentro de nós mesmos. Perceberam isso? Monstros de corações de pedras com sentimentos elevadores ao ódio. Plantamos hoje e colhemos amanhã, ou sorrimos hoje e choramos amanhã? Idêntico, não? Irônico na verdade. O interessante é que nas brincadeiras constroem-se as verdades. E nos erros… constroem-se as mágoas.



I’m so sick.
Você é um idiota, todos sabem. Tudo estava diante de ti e o medo te fez vacilar. Você quase morria e agora você é um perdedor. Não, não porque perdeu. Mas porque temeu se levantar. Medroso. Ele é grande, e maior do que ti, mas seus medos te tornaram inferiores e ainda mais distintos, elevando-te ao nada. A merda do seu cérebro não funciona? Sua mente te condena e torna-se alvo fácil nas mãos de seus medos. Eles te espetam, te perfuram, e você até pensa que vai, seilá, morrer se não rebater a altura, não é? Ignore seus vacilos, preserve-se e lute. Corra, corra, desvie-se e vença, pois se você não acreditar, ninguém acreditará, e se você perder… a vida não terá mais sentido algum. Não adianta voltar, lá atrás tem mais problemas, esqueceu? Não você não esqueceu, e é nessa hora que o coração torna-se rígido e forte. Lute, com todas as forças, lute, com todo o cansaço, lute, com toda a raiva e desconte-a nos seus problemas. Não seja mais um, seja você. Ignore as regras, pule barreiras, derrube gigantes, você pode, se perceber que não tem nada que possa te derrubar. Entende agora? E ai, o que vai fazer? Desistir… ou lutar como um verdadeiro guerreiro?

I’m so sick.
Você é um idiota, todos sabem. Tudo estava diante de ti e o medo te fez vacilar. Você quase morria e agora você é um perdedor. Não, não porque perdeu. Mas porque temeu se levantar. Medroso. Ele é grande, e maior do que ti, mas seus medos te tornaram inferiores e ainda mais distintos, elevando-te ao nada. A merda do seu cérebro não funciona? Sua mente te condena e torna-se alvo fácil nas mãos de seus medos. Eles te espetam, te perfuram, e você até pensa que vai, seilá, morrer se não rebater a altura, não é? Ignore seus vacilos, preserve-se e lute. Corra, corra, desvie-se e vença, pois se você não acreditar, ninguém acreditará, e se você perder… a vida não terá mais sentido algum. Não adianta voltar, lá atrás tem mais problemas, esqueceu? Não você não esqueceu, e é nessa hora que o coração torna-se rígido e forte. Lute, com todas as forças, lute, com todo o cansaço, lute, com toda a raiva e desconte-a nos seus problemas. Não seja mais um, seja você. Ignore as regras, pule barreiras, derrube gigantes, você pode, se perceber que não tem nada que possa te derrubar. Entende agora? E ai, o que vai fazer? Desistir… ou lutar como um verdadeiro guerreiro?



(Fonte: maggotgirl)









Fantasmas. Eles existem? risos.
Ouço as vozes, sussurros e gritos por socorro. Não sei de onde vem e nem se acredito. Seriam fantasmas nascendo em meu interior? Às vezes posso até dizer que os barulhos vindos do andar de cima me acalmam, mesmo sabendo que ninguém vive lá. Os ratos correndo nos telhados. As fotos em preto e branco dentro das caixas no sótão. Os quadros de pessoas mortas que vejo ao subir as escadas e as marcas de sangue nas paredes dos quartos. O forro vermelho do caixão. As velas queimando aos poucos.
O lugar é mesmo estranho, mas hoje sei que o medo não me afeta mais.



♦ Braços cortados, cigarros espalhados, crânio perfurado. Lembranças guardadas num cofre cuja senha ninguém sabe. Segredos que a pele deixa a se esconder por debaixo de sua cor rosada, criando assim sorrisos que apenas eu sei suas origens, significados, intensidades… suas mentiras. Alucinações persistem em atormentar-me, tipo que algumas me elevam a um mundo bem melhor do que este, bem mais tranquilo, mais vivido, mais mentiroso. Por trás de um bom homem, há segredos que o mutilam, e há sentimentos que se calam na caída da noite, ou até mesmo tornam-se abstinência, sem nenhum significado válido, ou não. Dentro de um quarto, preso com o som ligado, ignorando o vizinho que grita atras de paz, uma paz inexistente, seus olhos vêem o verde da natureza, mesclar-se com o cinza das guerras, o escuro dos segredos, e com o branco da insignificância.
♦ Ao longo do tempo a gente percebe quanta merda foi feita, e a grandeza das tais. Palhaços sorridentes, pessoas agradecidas com o tal espetáculo. Roubar um coração talvez seja como roubar doce de criança. É aprazível, vicioso, amável, intenso como um beijo verdaeiro. Ver o sangue escorrer no meio de seus dedos, presenciar o choro no quarto escuro, e saber que você é o causador de tamanho show, indiscritível. O amor quebrado é tão doce quanto a intensa poesia na noite de lua cheia

Os homens temem a morte
como as crianças temem a escuridão

♦ Eu vejo tudo mudar. Pegue as notícias do dia e jogue fora. Tempo matará toda a dor. Destino vai curar a decadência de toda essa cega ambição. A ganância nos trás juntos. Mantenha-se forte. Fique certo. Seja corajoso. Tudo se resume a você. Tente apenas deixá-lo ir. Saiba que a justiça se move lenta, mas ela vem no final. Erga-se, a culpa cairá. Fique, eles não podem ter tudo. A falta de importância é o amor que deixam para trás. Levante-se verdadeiro objetivo. Conserve o coração; O futuro olha para você. Todo segundo que você joga fora, todo minuto de cada dia. Não seja pego em uma memória, a vida não vai esperar por você. Não, a vida não vai esperar por você, meu amigo. Eu estou vendo a mudança, quem carregará a chama? Tudo parece muito estranho. Sonhos de que homens podem ser bons. Fé para viver como deveríamos, e sabemos que estamos todos conectados. Nós nos damos o poder. Cada dia que você espera você está caindo mais rápido. Ninguem conseguirá, é praticamente impossível, sem ironia do destino, nunca conseguirão.
♦ Pegue na minha mão e descubra um mundo no qual suas respostas serão respondidas, seus sonhos realizados, e suas mágoas retiradas por fim de seu coração. Adentre junto a mim ao mundo paralelo da dor, onde suas merdas não passam de grandes incentivos para prosseguir e não desistir, ao caminho da persistência. Seja bem-vindo ao mundo das mentiras.






Fear? Oh, he is part of the show.
A noite tá escura, e mais tenebrosa que ela estão meus pensamentos. Indeciso, praticamente preso sem saída alguma nesse circulo vicioso chamado ‘mente conturbada’. Ou seilá, nem sei mais quais adjetivos atribuo a esse espaço negro vazio que eu levo comigo para qualquer lugar. Não existe mais graça nas pessoas, nem sorriso nas crianças. Não existe mais cor bela, por mais que eu tente variar nos botijões de tinta. Destruição, e poder supérfluo destruíram as ruas e as tornaram ruínas as quais pisamos por cima hoje, e certamente amanhã ninguém mais saberá o que aconteceu. Tudo ficará para história. Mas que merda se preocupa com a história? História apenas rotulam os museus e os fazem lucrarem, não me dá graça, não me dá ânimo, não me dá esperança. Rasgões, gritos e esperneio. Alguns até acham que é uma criança mimada, ou um jovem com deficiência mental, outros até olham meio desconfiados achando que mais um se perdeu no mundo escuro das drogas. Mas… isso não passa de um simples espetáculo repleto de lamúrias e pedidos insaciáveis de ajuda, para sair de dentro de quatro paredes, que mais parece um manicômio. Anti-social. Fechado. Escuro. Calado. Misterioso. E daí? Ninguém nunca vai realmente entender como isso aconteceu. Ninguém nem ao menos imagina. Corredores escuros, quartos sombrios, casa amaldiçoada? Não. Apenas medo, mesmo. Talvez os fantasmas perambulem, ou espíritos tagarelem alguns assuntos entre si, mas isso não me assusta mais. Na verdade isso apenas tornou-se companhia. Uma saliente companhia que me auxilia em meio aos pesadelos, e agora me ensinam a perder o medo. As estatuetas parecem nos observar quando passamos diante delas. Pera, pera, parece tudo tão real, tudo perfeito ou assustador, apavorante, mas ninguém se importa mais. Abandonamos a casa, abandonamos o celeiro, abandonamos nossas vidas diante dos demais, dos mentirosos, dos ilusórios, dos supérfluos. E sabe quem nos ajudou nesse momento? O medo. Tornou-se par inseparável, amigo insubstituível. Perdemos as esperanças e apodrecemos nossos templos nas vielas da solidão, nos encantos da depressão, nas ciladas do tempo, não? Ei, vem cá, me explica uma coisa: ”Como é que tá seu templo?” Eu sempre me pergunto, mas cadê as respostas? Na verdade eu até as tenho, mas não encontro os motivos. Eu já falei, e não sei porque ainda me pergunto. ”Está tudo em ruínas.” Sabe, tipo, eu me pergunto demais, e as vezes duvido, pois tenho quase certeza que os motivos estão escondidos dentro da minha pedrinha dura. Aquela que fica no meio dos meus pulmões, do lado esquerdo do meu peito. Sabe qual é? Cada erro cometido, cada vacilo dado, uma pedra caída sobre os entulhos que já existem. Cada decepção… uma chuva de meteoros parece pairar sobre a minha cabeça, parece fortalecer os alicerces do meu rochedo inquebrável. Sabia que com o tempo a gente aprende que de tanto cair, a vida nos ensina a derrubar também? Sabia que de tanto apanhar a gente aprende a bater? É, eu aprendi. Minhas levianas decisões tomam conta do meu cérebro, do meu coração, do meu corpo. Me balançam de uma lado pro outro e com isso me atormenta, enlouquece-me insanamente. Parece até que meu escudo contra o medo vai se quebrar, ou ta se quebrando. Mas como? Como uma coisa pode ser quebrada se ela não existe mais? Ela já se foi quebrada. Como? É loucura, é uma certa, e grandiosíssima esquizofrenia. Olha, não tenha medo, eu superei o que me afligia, então por que você não superará? Por que? ”Por que o destino te odeia?” Não, isso é so baboseira de gente pequena. Então é por que você está inseguro de apostar e quebrar a cara, certo? Cacete, que medo. Se quer prosseguir na estrada escura e imprevisível… deixe o medo de fora. Jogue-o no primeiro matagal que você encontrar na estrada, ou então nem pise nas pedrinhas iniciais com ele amontoado em suas costas, ou aprisionado em sua mente. Se você tiver medo, o medo te esmagará, te encolherá e logo após te esfaqueará até sua voz pedir piedade, até você morrer. Faça seu circulo rochoso e espere os bombardeios. Não espere tiros, mas espere bombas, foguetes, rochedos maiores, ou na verdade nem imagine, nunca se pode duvidar da astúcia de quem você nem ao menos conhece. O escuro. Por mais que dê medo da casa escura e mentirosa, tenha esperanças, o dia é chegado, mas só para quem é realmente forte. Eu fui fraco, e agora sou um preso imortal pagando por uma coisa na qual eu nunca sairei, meu castigo infernal. Pra você ele logo chega. ─ E pra você? ─ Pra mim? Ele nunca vai aparecer.